Processos

O processo de elaboração e exceção de uma escultura segue etapas distintas. Primeiramente é necessário estudar movimentos e volumes da imagem em desenhos diversos afim de uma solução equilibrada. Após solucionar esta questão, torna-se necessário um estudo em desenho em escala natural ao tamanho da escultura:

Em alguns casos faz-se necessário a construção de uma maquete para a montagem do bloco escultórico.
O bloco escultórico é a matriz volumétrica principal que dará origem à escultura. Ele é montado a partir de pranchas de madeira seca aparelhadas e cortadas adequadamente que são coladas com cola especial e prensadas. Abaixo um exemplo de bloco escultórico conforme maquete.
A próxima etapa consiste em um esboço volumétrico das formas principais da escultura. Essa etapa é feita com uma serra elétrica.
Neste ínterim da-se início à talha, de volta ao trabalho manual onde  formões e goivas fazem sua vez ao lavrar a madeira
A cabeça exige um estudo a parte, o que proporciona melhores resultados. Após finalizar a talha e inserir a cabeça, a escultura está pronta para receber o acabamento final com árduo trabalho de raspadores e lixas de variadas numerações afim de preparar a imagem para receber a pintura.
Todo trabalho de pintura ou policromia das obras são feitos conforme tradição setecentista, com materiais orgânicos que dialogam com a madeira. Técnica aprovada e comprovada pelos séculos e resgatada ao longo de 16 anos de pesquisas, estudos e experiências práticas. Após a madeira ser lixada, recebe várias demãos de gesso especial, para cobrir a porosidade da madeira e permitir uma superfície lisa e homogênea. Nas partes que serão douradas com folha de ouro, aplica-se camadas de bolo armênio para “acamar” o ouro que posteriormente é brunido com ágata para reluzir seu brilho peculiar:
O esgrafiado tenta imitar os tecidos com fios de ouro em sua trama formando desenhos diversos. Para tal, pinta-se por cima do ouro e com um palito pontiagudo raspa-se a tinta formando assim os desenhos e motivos diversos: