Profana « Carlos Calsavara

 

Ainda adolescente, Carlos Calsavara esculpiu plantas e pequenos animais em pedra-sabão. Para ele, um grande aprendizado prático e autodidata que ajudou a refinar os traços de suas obras – além de incliná-lo à busca constante por realismo.

Àquela época, era um rapaz apaixonado pela natureza tentando aperfeiçoar o próprio talento. Hoje, é escultor inquieto em busca de novas vivências artísticas sem abrir mão das raízes. Foi a pulsão por liberdade criativa, aliás, que levou Calsavara ao desenvolvimento do Memória Líquida, uma coleção mesclando Arte Contemporânea a traços barrocos muito presentes na Arte Sacra, outra especialidade do são-joanense.

Não parou ali. Na realidade, as experimentações escultóricas e novas demandas dos apaixonados por arte abriram caminhos para outra vertente de trabalho: a Profana – ou seja, aquela que não pertence ao âmbito sagrado, abraçando formas e simbologias fora do universo religioso.  

Assim, trata-se de uma proposta escultórica ampla e com possibilidades diversas que culminou, entre outras obras, no busto de um Índio Botocudo livremente inspirado nos desenhos de Johann Moritz Rugendas, feitos ainda no século XIX.

“As técnicas de desenvolvimento das esculturas não mudam. Além disso, o trabalho e a dedicação são iguais. O que se abre, agora, é um leque de referências que podem vir tanto de obras consagradas quanto de visões e observações corriqueiras no cotidiano”, explica o escultor.

Índio Botocudo

35cm. Madeira policromada e pedra sabão. 2017. Coleção Particular, MG.

 

Busto Padre

Tamanho natural. Modelagem para fundição em bronze. 

 

Estudo romano

Pedra sabão tamanho natural. Coleção Particular, SP.